2010: UM ANO DE BOAS EXPECTATIVAS, MAS DE MUITA CAUTELA
4/02/2010
Otimismo, esta é a mensagem que temos para passar neste início de ano.
Apesar de 2009 ter sido um ano de instabilidade, com quedas vertiginosas no faturamento (de % em relação à 2008), queda nas exportações, na carteira de pedidos e fechamento de milhares de postos de trabalho, temos a expectativa de que 2010 será um ano promissor.
Alguns fatos não deixam dúvidas: Em 2010 o PAC vai ter que andar. O Projeto Minha Casa – Minha Vida, a Copa do Mundo em 2014, as Olimpíadas de 2016, o Pré–Sal e outros investimentos já iniciados nas áreas de hidroenergia, etanol, transportes, modernização de portos, energia eólica, mineração, construção naval, novas refinarias e plantas de petroquímicas, gerarão investimentos de centenas de bilhões de reais.
A linha FINAME PSI – Programa de Sustentação do Investimento, prorrogada até 31.06.10, com juros fixos de 4,5% ao ano, zero de entrada, 02 anos de carência, até 10 anos para pagar e com possibilidade de financiamento adicional de até 30% em capital de giro, contribuirá, sobremaneira, para a retomada do nível de atividades do setor de máquinas e equipamentos.
Só por esses fatores chegamos à conclusão de que esse é o momento de acreditarmos em nossas empresas, de investirmos em aumento de capacidade, novas tecnologias, novas máquinas e novos processos, fomentando a cadeia produtiva, em um ciclo capaz de gerar novos negócios e fazer a engrenagem da economia girar.
Entretanto, algumas questões estruturais merecem atenção e censo de urgência, sob pena de a indústria nacional ficar totalmente à margem das oportunidades que surgirão durante o ano de 2010.
De nossa parte, continuaremos lutando em busca da desoneração total dos investimentos, de melhores taxas de juros e de um câmbio mais justo. Pois, somente com essas três variáveis, temos uma perda de competitividade que pode chegar até 50% frente aos nossos concorrentes internacionais.
É importante alertar que a produção nacional de máquinas, equipamentos e componentes vem sendo, assustadoramente, substituída por importados, ou seja, estamos perdendo mercado. Os números mostram que a participação nacional no fornecimento das máquinas que são consumidas no País vem caindo ano a ano. A participação nacional no ano de 2005 era de 62,2% e hoje é de apenas 55,1%. Isso mostra claramente o processo de desnacionalização que está ocorrendo no Brasil.
Se por um lado as expectativas são boas, por outro temos que ficar atentos e continuar atuando para que os investimentos que serão realizados possam resultar, efetivamente, em reais oportunidades para a indústria nacional, com geração de empregos e riquezas para o País.
O momento é de otimismo, mas também de muito trabalho e cautela.
Portanto, que venha 2010, com todas as suas oportunidades e desafios!
Bom ano a todos!
Luiz Aubert Neto
Presidente
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