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Edição 22320 de 15/01/2021

Destaque

01 - Preço do aço segue elevado e preocupa indústria


Um problema que incomodou a indústria de máquinas no ano passado permanece em 2021: o alto custo do aço. De acordo com levantamento da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), o incremento no preço do insumo, de janeiro a dezembro 2020, foi de 108% nos distribuidores e de 85% para quem compra direto da usina produtora.

O vice-presidente da Abimaq-RS, Hernane Cauduro, argumenta que o ciclo de produção do setor de máquinas e equipamentos é, em média, de seis meses para entregar as encomendas aos clientes. Então, a oscilação dos valores do aço, reforça o dirigente, prejudica as empresas do segmento na hora de estabelecer o preço dos seus produtos. "É uma dificuldade seríssima", enfatiza. O integrante da Abimaq-RS alerta que a questão está afetando a competitividade das companhias.

Para Cauduro, não há justificativa plausível para a proporção dos aumentos no preço do aço. Ele considera que as empresas fornecedoras desse insumo estão aproveitando um período de escassez do material e de recuperação da economia para elevar suas margens de lucro. O dirigente reforça que um dos fatores que leva a essa distorção no mercado do aço é por se tratar de um oligopólio.

O presidente-executivo do Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço (Inda), Carlos Loureiro, confirma que os aumentos do insumo foram da magnitude apontada pela Abimaq e comenta que esse cenário foi ocasionado por um desequilíbrio na oferta e demanda. "Está faltando produto", enfatiza Loureiro. No entanto, ele salienta que se trata de um fenômeno mundial em decorrência da elevação dos custos de insumos utilizados na cadeia produtiva dessa liga metálica, como o minério de ferro e o carvão.

Segundo o dirigente, nos Estados Unidos o preço da bobina a quente, referência do mercado internacional do aço, saltou de US$ 525 para US$ 1.097 a tonelada, entre 20 de agosto de 2020 e 11 de janeiro de 2021, uma elevação de 109%. O dirigente informa que, atualmente, no Brasil o custo da bobina a quente está entre R$ 4,2 mil a R$ 4,3 mil a tonelada (valor na usina, sem a incidência de impostos). No caso do mercado nacional, outro ponto que impactou o preço do aço e citado pelo presidente-executivo do Inda foi que, quando a economia começou a se recuperar, após os primeiros meses da pandemia do coronavírus, os distribuidores foram pegos com estoques muito baixos e agora estão buscando recompor esses volumes.

De acordo com o dirigente, o estoque de aço no País encontra-se em um dos níveis mais baixos da história, não chegando a dois meses de abastecimento, sendo que o normal seria perto de três meses. Ele prevê que até março a situação possa ser normalizada. Loureiro argumenta ainda que, como essa questão do custo elevado é algo global, a importação acaba não sendo uma alternativa, até porque os valores dos fretes também aumentaram.

Para 2021, o presidente-executivo do Inda projeta reduções no preço do aço e estima que em dezembro deste ano os valores estarão abaixo do que são verificados hoje. Já o vice-presidente da Abimaq-RS, Hernane Cauduro, imagina que possa ocorrer uma estabilização depois de haver uma recuperação dos estoques, mas demonstra descrença quanto a uma possível diminuição de custos. "Fazer preço voltar é muito raro", frisa.

Fonte: Jornal do Comércio RS

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02 - Máquinas agrícolas: Abimaq prevê crescimento em 2021


Grandes marcas de máquinas agrícolas anunciaram que não vão participar das feiras agropecuárias neste ano. O grupo AGCO, que representa as marcas Massey Fergusson e Valtra, foi o primeiro a anunciar a decisão. A multinacional John Deere e a CNH, gigante global que inclui a case e a New Holland, seguiram o mesmo caminho. Apenas a CNH disse que vai avaliar a participação nos eventos do segundo semestre. O motivo é o avanço da pandemia. Acompanhe a entrevista via Skype, no JTV1 desta quinta-feira (14), com o presidente da CSMIA - Abimaq, Pedro Estevão Bastos.



Fonte: Terra Viva

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03 - Falta de peças e componentes atrasa produção de máquinas agrícolas no Brasil


A alta demanda e os problemas na cadeia de suprimentos dos fornecedores têm impactado neste começo de 2021 o setor de máquinas agrícolas no país, que praticamente só está aceitando novos pedidos para entregas a partir de abril.

Segundo Pedro Estevão Bastos, presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), as linhas de produção das indústrias não estão paradas, mas faltam peças.

“A carteira de pedidos neste início de ano está bem mais aquecida do que o normal, e as indústrias do setor estão com um prazo de nove semanas para entrega dos equipamentos vendidos.”

Impactadas pela pandemia, muitas usinas paralisaram fornos de produção de aço ou reduziram o ritmo no ano passado, mas a demanda de máquinas aumentou. Mesmo com o cancelamento da maioria das feiras agropecuárias em 2020, o setor fechou o ano com aumento de 7,3% nas vendas de máquinas em relação a 2019, mas a produção recuou 31,6%.

O problema, diz o dirigente da Abimaq, é maior para as indústrias que compram aço de distribuidores e não diretamente das usinas. “Fizemos reuniões com as usinas, que se comprometeram a normalizar o fornecimento da matéria-prima neste primeiro trimestre. Lembrando que a produção já está maior do que no ano passado.”

Fernando Gonçalves, presidente da Jacto, afirma que a cadeia de suprimentos, especialmente a do aço, bastante impactada em todo o mundo pelas paralisações provocadas pela pandemia, ainda permanece estressada.

Atualmente, a Jacto, líder no mercado de pulverizadores, não tem máquinas para pronta entrega. “Vamos ter uma certa dificuldade para atender pedidos neste primeiro trimestre. Chegaram a sugerir que a gente vendesse os equipamentos que cedemos para a pulverização na região”, diz Gonçalves.

Thiago Wrubleski, diretor de Portfólio de Produto e Commercial Services da CNH Industrial (que reúne as marcas Case IH e New Holland), diz que a questão do “supply chain” (cadeia de suprimentos) é o grande desafio do setor no primeiro semestre do ano.

“Temos sofrido não só com as cadeias de suprimentos asiáticas e a escassez de fretes internacionais, mas também com os fornecedores locais, que têm grande receio em investir porque estão calejados pelo passado. Estamos dando a eles a garantia de volumes para que invistam em maquinários e pessoas para a produção”, destaca.

Sem revelar números, o diretor diz que os níveis de inventário das indústrias do grupo CNH Industrial estão bem abaixo do esperado. “Está faltando aço, plásticos, polímeros e pneus. Estamos 100% cobertos de pedidos para o primeiro trimestre. Qualquer novo pedido só a partir de abril.”

Concessionária

Arthur Monassi, dono da Tracan, concessionária Case IH que atende o interior paulista e o Triângulo Mineiro, diz que o momento é muito difícil.

A empresa sediada em Ribeirão Preto (SP) registrou crescimento de 4% nas vendas em 2020, com a comercialização no varejo de cerca de 480 tratores e 220 colheitadeiras de grãos, mas atualmente está com um prazo de pelo menos três meses para entregar um trator simples. No passado, nas vendas à vista, o equipamento tinha pronta entrega.

Monassi também é dono de uma fábrica que produz equipamentos para plantio e transporte de cana-de-açúcar, a TMA Máquinas. Ele diz que, na indústria, a situação é ainda pior.

“Nem podemos aceitar pedidos de alguns equipamentos, como carretas de fertirrigação e transbordo de cana, por falta de componentes", salienta.

Segundo ele, faltam pneus, cilindros hidráulicos, material elétrico, borracha, pneus e produtos importados. Outro problema, conforme Monassi, foi o aumento exagerado do preço do aço, que chegou a 42% em um ano.
"Não estamos vendo luz no fim do túnel. Alguns fornecedores menores paralisaram as atividades e nem sabem se vão conseguir voltar"

Arthur Monassi, dono da Tracan, concessionária Case IH. e da TMA Máquinas

A fábrica ficou em lay-off por 70 dias no ano passado, mas não demitiu nenhum funcionário. Monassi lamenta que essa falta de suprimentos ocorra justamente quando o mercado, diferentemente dos anos anteriores, está em viés de compra devido ao câmbio e aos bons preços do açúcar e do álcool.

O empresário acredita que, se não houver um agravamento da pandemia que leve a um lockdown, a situação começará a se normalizar a partir do segundo semestre.

Fonte: G1

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Comércio Internacional

01 - Dólar opera em alta, por temores sobre coronavírus


O dólar opera em alta nesta sexta-feira (15), com investidores captando o clima arisco no exterior em meio a temores de mais abalo econômico decorrente de medidas para conter o coronavírus, que ofuscavam o anúncio na véspera de um pacote trilionário de estímulos nos Estados Unidos.

Às 9h47, a moeda americana subia 1,20%, cotada a R$ 5,27. Veja mais cotações.

Na quinta-feira, o dólar fechou em queda de 1,96%, a R$ 5,2073, acumulando queda de 3,77% na parcial da semana. No mês e no ano, a moeda tem alta de 0,39% frente ao real.

Cenário global e local

No exterior, o dólar subia e moedas mais arriscadas recuavam nesta sexta-feira, uma vez que o novo plano de estímulo anunciado pelo presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, era ofuscado por novas tensões entre EUA e China e aumento nas infecções por Covid-19 na China e perspectiva de restrições mais rigorosas na Alemanha e na França.

Na véspera, Biden anunciou um novo pacote de estímulo de 1,9 trilhão destinado a impulsionar a economia e acelerar a resposta à pandemia. Biden, que tomará posse em 20 de janeiro, também prometeu acelerar o ritmo de vacinação, com um slogan de 100 milhões de injeções a serem aplicadas nos primeiros 100 dias de governo.

Além disso, o presidente do Federal Reserve (BC dos EUA), Jerome Powell, afastou qualquer possibilidade de altas de juros no horizonte. Powel afirmou que a elevação da taxa de juros nos EUA "não virá tão cedo" e que o Fed não deve fazê-lo a menos que veja "sério risco" inflacionário. "Agora não é hora de falar sobre a retirada de estímulos", resumiu Powell. “O Fed não vai elevar juros apenas para espantar ameaças teóricas de inflação.”

No Brasil, as atenções seguiam voltadas para a corrida nas eleições para as presidências da Câmara e do Senado. O mercado prefere vitória dos candidatos alinhados ao governo, em hipótese de que ruídos diminuiriam em Brasília.

Investidores seguem avaliando também os cenários após a inflação em 2020 ter ficado no maior nível em quatro anos, reforçando discussão sobre o momento de alta de juros no Brasil -- o que poderia aumentar a rentabilidade do real e elevar a atratividade da moeda brasileira.

O Índice Geral de Preços-10 (IGP-10) apresentou em janeiro alta de 1,33% contra avanço de 1,97% em dezembro, uma vez que o aumento dos preços tanto no atacado quanto no varejo perderam força, informou nesta sexta a Fundação Getulio Vargas (FGV).

O Comitê de Política Monetária (Copom) se reúne nos dias 19 e 20 de janeiro para decidir sobre o rumo da Selic. Os analistas do mercado passaram a projetar uma Selic em 3,25% no final de 2021 e em 4,75% em 2022.

Fonte: G1

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Conjuntura

01 - Após 6 altas seguidas, vendas do comércio caem 0,1% em novembro


As vendas do comércio varejista caíram 0,1% em novembro, na comparação com outubro, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), impactadas principalmente pelo recuo nas vendas dos supermercados em meio à alta da inflação. O resultado interrompeu uma sequência de 6 altas seguidas.

"No confronto com igual mês do ano anterior, também houve perda de ritmo, com o varejo crescendo 3,4% em novembro de 2020, menos que a alta de 8,4% em outubro. Apesar da desaceleração, o setor se encontra 7,3% acima do patamar pré-pandemia", destacou o IBGE.

O resultado veio abaixo do esperado. A expectativa em pesquisa da Reuters era de alta de 0,40% na comparação mensal e de avanço de 4,90% sobre um ano antes.
Setor ainda acumula alta no ano de 2020

No acumulado entre janeiro e novembro, o setor ainda registra alta de 1,2%. Em 12 meses, manteve avanço de 1,3% em novembro, sinalizando estabilidade no ritmo das vendas em relação a outubro.

No acumulado de 2020, as atividades com melhor desempenho foram móveis e eletrodomésticos (11,6%) e artigos farmacêuticos, medicinais, ortopédicos e de perfumaria (7,7%).

Pelo conceito varejo ampliado, que inclui "Veículos, motos, partes e peças" e de "Material de construção", o volume de vendas cresceu 0,6% em relação a outubro e 4,1% na comparação com novembro de 2019. No acumulado no ano e nos últimos 12 meses, ainda há queda, de 1,9% e de 1,3%, respectivamente.

Veja o desempenho de cada uma das atividades em novembro
Combustíveis e lubrificantes: -0,4%
Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo: -2,2%
Tecidos, vestuário e calçados: 3,6%
Móveis e eletrodomésticos: -0,1%
Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria: 2,6%
Livros, jornais, revistas e papelaria: 5,6%
Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação: 3%
Outros artigos de uso pessoal e doméstico: 1,4%
Veículos, motos, partes e peças: 3,5% (varejo ampliado)
Material de construção: -0,8% (varejo ampliado)
Impacto da inflação nas vendas

Das 8 atividades investigadas, 5 cresceram na comparação com o mês anterior, porém Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, que têm peso de cerca de 45% no índice geral, apresentaram retração de 2,2% na comparação com outubro.

Houve queda também nas vendas de combustíveis e lubrificantes (-0,4%) e móveis e eletrodomésticos (-0,1%).

De acordo com o gerente da pesquisa, as quedas nas vendas nos supermercados refletem a alta da inflação.

“Se olharmos, por exemplo, para a receita das empresas dessa área [hipermercados], houve um declínio de 0,8%. E a diferença entre a receita e o volume de vendas demonstra um aumento de custos. Mas, além disso, é comum que o consumidor, quando tem uma queda de renda ou do seu poder de compra, passe a comprar menos produtos que não são essenciais e a optar por marcas mais baratas”, destacou o pesquisador.

Efeito Black Friday nos setores

Embora as vendas tenham ficado praticamente estáveis em relação à outubro, houve alta na comparação com novembro do ano passado, refletindo também as promoções da Black Friday.

Segundo o IBGE, a Black Friday impacta principalmente as atividades de outros artigos de uso pessoal, móveis e eletrodomésticos, além de equipamentos de escritório, informática e comunicação. Sendo que, em novembro, essas duas primeiras atividades tiveram um desempenho bem superior ao do ano anterior, ao contrário dos equipamentos de escritório e informática, que ficaram 9,9% abaixo do mesmo período de 2019.

"Esses resultados também refletem o fato de as pessoas estarem ficando mais em casa”, destacou Santos.

Segundo o IBGE, as empresas que estabeleceram estratégias específicas para as vendas da Black Friday informaram aumento de 9,6% na receita na comparação com novembro de 2019.

Ele enfatizou, ainda, que da taxa de 3,4% de crescimento das vendas do setor nesta base de comparação, 3,1 p.p. foram de impacto direto da Black Friday.
Perspectivas

Após o forte tombo no 1º semestre, o comércio tem sido um dos destaque de recuperação da economia, tendo retomado já em agosto o patamar pré-pandemia, mas mostrou perda de fôlego na reta final do ano.

Na quarta-feira, o IBGE mostrou que o setor de serviços cresceu 2,6% em novembro, mas ainda se encontra 3,2% abaixo do patamar de fevereiro. Já a indústria cresceu 1,2% em novembro, mas acumula queda de 5,5% na parcial de 2020.

Analistas avaliam que o setor varejista passou a enfrentar um cenário mais desafiador em 2021 diante da maior cautela dos consumidores em meio a um cenário ainda complicado do mercado de trabalho e com o término dos auxílios do governo. O Índice de Confiança do Comércio (ICOM), por exemplo, recuou pelo terceiro mês seguido em dezembro.

Os economistas do mercado financeiro estimam um tombo do Produto Interno Bruto (PIB) de 4,37% em 2020, segundo a última pesquisa Focus do Banco Central. Para 2021, projetam uma alta de 3,41%.

Os analistas do mercado passaram a projetar também uma Selic em 3,25% no final de 2021 e em 4,75% em 2022.

Fonte: G1

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Industria

01 - Indústria de 8 locais cresce mais do que a média nacional, diz IBGE


A produção industrial apresentou alta em dez dos 15 locais analisados pela PIM (Pesquisa Industrial Mensal) Regional na passagem de outubro para novembro. E oito destas localidades superaram a produção industrial média nacional. Em novembro, o setor cresceu 1,2% no país.

Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (14) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O resultado mostra também que oito estados já superaram o patamar de fevereiro do ano passado, período anterior à pandemia do novo coronavírus: Amazonas (14,9%), Santa Catarina (9,5%), Ceará (7,5%), Minas Gerais (6,2%), São Paulo (6%), Paraná (5,9%), Rio Grande do Sul (5,2%) e Pernambuco (1,8%).

Bahia foi o estado que mais cresceu (4,9%), seguida pelo Rio Grande do Sul (3,8%) e Amazonas (3,4%).

“Esse aumento em novembro na Bahia foi impulsionado pelo resultado do setor de celulose e do setor de bebidas”, afirma o gerente da pesquisa, Bernardo Almeida.

Já a produção industrial gaúcha, a segunda maior influência positiva, registra a sétima alta consecutiva, com acumulado de 67% entre maio e novembro.

Segundo Bernardo, o Rio Grande do Sul contou com boa participação do setor de couro, artigos de viagens e calçados.

Já o Amazonas, com a alta em novembro influenciada pelo setor de bebidas, eliminou a queda de 0,7% registrada em outubro.

São Paulo, que tem a maior participação nos resultados da indústria nacional, cresceu 1,5% em novembro, após recuar 0,5% em outubro. Antes disso, o estado havia registrado cinco meses de crescimento, entre maio e setembro, quando acumulou ganhos de 47%. 

“Como nos últimos meses, as influências positivas na indústria paulista foram do setor de veículos e do setor de máquinas e equipamentos”, diz Bernardo.

Quedas

Por outro lado, entre os locais que registram as maiores quedas em novembro, destaque para o Pará e o Mato Grosso, que viram a produção industrial em seus territórios encolher 5,3% e 4,3%, respectivamente. 

O Pará teve a maior diminuição em termos absolutos e foi a principal influência negativa no mês.

“É a terceira taxa negativa consecutiva da indústria paraense, com perda acumulada de 10,4%”, registra Bernardo, citando como influências negativas para o estado o setor extrativo, que concentra cerca de 88% de toda produção industrial do Pará, e o setor de alimentos.

Já o Mato Grosso voltou a recuar após crescer 0,8% em outubro. O principal componente da queda foram os resultados negativos dos setores de alimentos, muito influente na indústria local, e de derivados do petróleo e biocombustíveis.

Os outros três locais que apresentaram queda em novembro foram Pernambuco (-1,0%), Espírito Santo (-0,9%) e Goiás (-0,9%).

Fonte: G1

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Setor

01 - Preços do petróleo sobem com dados da China e desvalorização do dólar


Os preços do petróleo subiram nesta quinta-feira (14), impulsionados pela desvalorização do dólar e por sinais altistas de dados sobre importações chinesas, embora ainda sofram pressão de temores relacionados ao aumento no número de casos de coronavírus na Europa e à imposição de novos lockdowns na China.

Os contratos futuros do petróleo Brent fecharam em alta de 0,36 dólar, ou 0,6%, a US$ 56,42 por barril, enquanto o petróleo dos Estados Unidos (WTI) avançou 0,66 dólar, ou 1,3%, para US$ 53,57 o barril.

O índice do dólar recuou após o chairman do Federal Reserve, Jerome Powell, dar entrevista em tom "dovish", afirmando que o banco central dos EUA não elevará a taxa de juros no futuro próximo.

O dólar mais fraco faz com que o petróleo, precificado na divisa norte-americana, fique mais barato para detentores de outras moedas.

Há, também, crescentes expectativas de demanda diante do amplo pacote de alívio relacionado à Covid-19 nos EUA, que será apresentado pelo presidente eleito Joe Biden na quinta-feira.

"Com os valores da energia ganhando força com a desvalorização do dólar hoje, o mercado do petróleo conseguiu avançar no final da sessão, em linha com o fortalecimento do mercado acionário", disse Jim Ritterbusch, presidente da Ritterbusch and Associates.

Fonte: G1

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