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Edição 10074 de 17/06/2019

Destaque

01 - A importância da Engenharia para a Indústria


Um país é considerado desenvolvido no momento em que passa a ter uma indústria extremamente forte, competitiva e tecnologicamente avançada. Esta condição só é possível quando existe o trabalho intenso, criativo e eficiente de técnicos e engenheiros que contribuem para o crescimento econômico e social de um país.

Países asiáticos, que eram considerados inexpressivos no cenário mundial, tornaram-se, em pouco mais de 50 anos, potências industriais com base em elevados investimentos na educação, na formação de técnicos e engenheiros, e na exportação.

O Brasil, que desde o início do século passado criou e desenvolveu uma indústria relevante, viu-a enfraquecer-se nas duas últimas décadas, em face de políticas adversas adotadas, sendo hoje necessário voltar a investir de forma robusta nas áreas da educação, na formação acadêmica e na indústria.

Para atender esta necessidade, o Brasil deve formar intensamente técnicos e engenheiros voltados para as novas tecnologias que estão sendo empregadas nas mais diversas áreas, a fim de fortalecer e promover o crescimento de sua indústria, como um todo.

Desta forma, juntamente com outras medidas que estão sendo estudadas pelo Governo Federal, o Brasil poderá se tornar uma potência industrial.

"Ser Engenheiro é ter a capacidade de criar, produzir e ensinar"

Alfredo Ferrari é Engenheiro Mecânico e Vice-Presidente da Câmara Setorial de Máquinas-Ferramenta da ABIMAQ.

Fonte: A Voz da Indústria

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02 - Ministério da economia rejeita fim de tabelamento de frete


O Ministério da Economia deu parecer contrário ao fim do tabelamento de frete rodoviário no país. A medida foi proposta por duas emendas de deputados da bancada ruralista do Congresso à Medida Provisória da Liberdade Econômica.

A equipe econômica já recomendou ao futuro relator da MP na comissão mista, deputado Jerônimo Goergen (PP-RS), a rejeição das emendas. Ambas consideram que a tabela de frete não funcionou e só trouxe prejuízos para empresas e transportadores autônomos.

O parecer, obtido pelo Valor, recomenda a "discussão política" em torno do tema. Entretanto, sinaliza que o governo não quer se indispor com os caminhoneiros autônomos. O Governo tem acenado com uma série de medidas na tentativa de evitar uma nova onda de greves. Bem como, a que afetou o país no fim de maio do ano passado. E que o imbróglio em torno do frete está longe de um desfecho.

Emendas sobre tabelamento de frete

Dentro do governo, apesar de a ministra Tereza Cristina (Agricultura) já ter se posicionado diversas vezes contra a tabela, em linha com o agronegócio, os ministros Onyx Lorenzoni (Casa Civil) e Tarcísio Freitas (Infraestrutura) vêm conseguindo até agora conter a insatisfação dos caminhoneiros autônomos com aumentos de preço no óleo diesel.

Quanto à emenda do deputado Alexis Fonteyne (Novo-SP), que pede a revogação da Lei do Piso Mínimo de Frete, a Economia disse se tratar de uma "decisão política" e que demandaria estudo aprofundado para avaliar impactos de curto e longo prazos.

Já, em relação à emenda do deputado Pedro Lupion (DEM-PR), que prevê que o tabelamento seja apenas referencial, e não obrigatório, a Economia argumentou que o assunto requer "avaliação setorial mais elaborada". A emenda recebeu, em carta, apoio "irrestrito" de 46 entidades empresariais, a maioria do agronegócio. No entanto, também incluem as do segmento industrial, como Fiesp e ABIMAQ.

Fonte: Frota e Cia

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03 - Entidades setoriais elegem presidentes no Brasil e no exterior


Neste início de ano, muitas associações setoriais estão empossando novos presidentes. Na Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat), o engenheiro Rodrigo Navarro assume a função a partir de 1° de fevereiro. Com mais de 25 anos de experiência em relações institucionais, Navarro é professor em MBA da Fundação Getúlio Vargas.

No Sindicato Nacional das Empresas de Arquitetura e Engenharia Consultiva (Sinaenco), o engenheiro Carlos Roberto Soares Mingione foi eleito presidente para o biênio 2018-2019. Ele é sócio-diretor da empresa AGM Projetos de Engenharia.

A Câmara Setorial de Máquinas Rodoviárias também vai empossar a diretoria para o biênio 2018-2019, cujo presidente eleito é Alexandre Bernardes, da CNH Industrial. A câmara e um dos grupos de fabricantes nacionais de equipamentos associados à Associação Brasileira da Indústria de Maquinas e Equipamentos (ABIMAQ).

Na Europa, Enrico Prandini assumiu como presidente do Comitê Europeu para Equipamentos de Construção (Cece, na sigla em inglês). Prandini é diretor da Komatsu na Itália, além de vice-presidente da Associação Italiana de Equipamentos de Construção (Unacea).

Fonte: AECweb

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04 - A agenda do dia seguinte


João Carlos Marchesan - presidente do Conselho de Administração da ABIMAQ

A reforma da Previdência será aprovada no Congresso, salvo fatos graves e imprevistos. A dúvida, hoje, se restringe a quanto será, efetivamente, a economia do governo, em dez anos, já que as estimativas variam entre 500 a 900 bilhões de reais. Vamos torcer para que seja a mais robusta possível, para não termos que voltar ao tema, ainda neste ou no próximo governo.

Isto posto, está mais do que na hora de pensar na agenda do dia seguinte. Pelas notícias que chegam do Planalto todas as secretarias do Ministério da Economia estão trabalhando nas medidas a serem propostas, sendo que algumas já estão em andamento, como é o caso do decreto conhecido como “revogaço”, que elimina 250 decretos normativos, e da MP 881/2019 - Medida Provisória da Liberdade Econômica, assinada em 30 de abril pelo presidente, que se propõe a desburocratizar e simplificar a atividade dos empreendedores.

Todas estas medidas, além de outras que estão em gestação, têm o louvável propósito de reduzir o cipoal de regras e obrigações, imposto às empresas, sem benefícios claros tanto para as empresas como para o governo, mas que têm custos e que aumentam a insegurança jurídica. São, portanto, muito bem-vindas e merecem o apoio e os aplausos de todo o setor produtivo, cujas áreas administrativas trabalham, hoje, mais para o governo do que para as próprias empresas.

Entretanto, tal como a própria reforma previdenciária, certamente indispensável para o ajuste fiscal, de per si, não levará ao crescimento da economia, estas iniciativas, embora necessárias para reduzir custos e aumentar a competitividade, também não são absolutamente suficientes para retomarmos o crescimento. Se alguém tiver dúvidas a respeito, basta lembrar que o Brasil, ainda recentemente, cresceu mais de 5% a.a. mesmo com todas as amarras existentes. É claro que, se estas medidas já estivessem em vigor na ocasião, certamente teríamos crescido mais.

Na realidade a atual falta de crescimento não decorre do excesso de regulamentação, ainda que este atrapalhe muito, mas reflete, de um lado, a fraca demanda doméstica, causada pelo desemprego, pelo endividamento das famílias e das empresas, pela redução do crédito e pela forte queda dos investimentos e, de outro lado, pelo pouco apetite do mercado externo, agravado pela falta de competitividade da produção nacional.

Assim é necessário que, além de retirar entraves a quem produz, o governo comece, desde já, a trabalhar numa agenda que, de um lado, estimule a demanda e, de outro, aumente a competitividade das empresas brasileiras. A forma saudável de criar demanda e emprego, neste momento de restrições fiscais, é aumentar os investimentos em infraestrutura. E isto tem que ser feito imediatamente, pois não podemos nos dar ao luxo de esperar mais, se quisermos reverter o quadro de desânimo e de frustração que ameaça tomar conta do país.

O ideal seria fazer isto com capitais privados mas, como o ótimo é inimigo do bom, enquanto isto não ocorre por insegurança jurídica, pelo risco cambial etc., será necessário retomar os investimentos públicos, até que os investimentos privados deslanchem.

Como fazê-lo se o governo não tem dinheiro nem para manter o funcionamento da máquina? Emergencialmente, neste e no próximo ano, o governo poderia utilizar, ainda que parcialmente, receitas não recorrentes de privatizações e concessões, para retomar as obras paradas mais urgentes. A outra medida, tão inadiável quanto a primeira, é enfrentar os três principais fatores do custo Brasil, que respondem por cerca de 70% do total e que são, pela ordem, os juros cobrados ao longo da cadeia produtiva que encarecem o produto nacional em cerca de 10 pontos percentuais; a diferença de preço, entre o mercado brasileiro e internacional, nas matérias primas e produtos intermediários, que somam mais oito pontos percentuais; e os impostos não recuperáveis, embutidos em nossos custos, que respondem por mais seis pontos percentuais. somando 24 dos 30 a 35 pontos percentuais. que representam o custo Brasil como um todo.

Há que reduzir os juros de mercado para níveis adequados a uma inflação de 4%, via redução da Selic, eliminação da cunha fiscal e aumento da concorrência, e ampliar o crédito, liberando seletivamente depósitos compulsórios aos bancos que aumentarem o crédito a empresas e famílias.

Para reduzir o preço de matérias primas e insumos intermediários, a estrutura de tarifas alfandegárias terá que ser revista, de modo que a redução da alíquota média não seja linear e sim obedeça a critérios de escalada tarifária, e, finalmente, a reforma tributária tem que sair do campo das intenções e ir para os finalmentes.

O governo poderia, simultaneamente, liberar parcialmente recursos do PIS/Pasep, para servirem de estopim para retomar o consumo, até que a aprovação das reformas previdenciária e tributária e as medidas de desburocratização e simplificação venham a melhorar efetivamente a eficiência de uma economia que estará em processo de crescimento sustentado com resultados no emprego, no consumo das famílias e no crescimento da arrecadação.

Isso, por sua vez, permitirá ao governo enfrentar, com sucesso, as demais pautas que interessam à sociedade brasileira como saúde, segurança, educação de qualidade e maior igualdade de oportunidades para todos.

Fonte: Jornal Diário do Comércio MG, Jornal da Cidade PE

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Comércio Internacional

01 - Governos locais da China aceleram emissão de bônus para estimular investimentos


Os governos locais da China aceleraram emissões de bônus em maio numa tentativa de impulsionar o avanço dos investimentos. Dados do Ministério de Finanças chinês mostraram hoje que governos locais emitiram bônus no valor de 304,3 bilhões de yuans (US$ 44 bilhões) no mês passado, incluindo 146,4 bilhões de yuans em papéis com propósitos específicos - de modo geral, voltados para projetos de infraestrutura.

Em abril, as emissões totalizaram 226,7 bilhões de yuans, sendo que 132,2 bilhões de yuans eram bônus com propósitos específicos. Na semana passada, em mais uma medida para incentivar o crescimento econômico, o governo chinês facilitou as regras para emissões de bônus por governos locais de forma a canalizar mais recursos para obras públicas.

No fim de maio, as dívidas de governos locais somavam 19,895 trilhões de yuans, ante 19,679 trilhões de yuans em abril, segundo comunicado do ministério. Também hoje, a principal agência de planejamento econômico da China informou que aprovou projetos de investimentos em ativos fixos no valor de 51,6 bilhões de yuans no mês passado, montante bem superior aos 16,8 bilhões de yuans autorizados em abril. 

Fonte: O Estado de São Paulo

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02 - Índia aumenta tarifas sobre importação de 29 tipos de produtos dos EUA


A Índia vai impor tarifas mais altas sobre alguns bens importados dos Estados Unidos, de acordo com autoridades indianas, em uma aparente resposta à decisão americana, anunciada no início de junho, de remover benefícios comerciais especiais de que o país asiático desfrutava.

A medida de Nova Délhi entra em vigor neste domingo, apenas dias antes de uma visita do secretário de Estado americano, Mike Pompeo, à capital indiana com o objetivo de turbinar os laços entre os dois países.

Os EUA e a Índia, embora tenham ampliado dramaticamente suas relações ao longo da última década, passaram por uma escalada nas tensões comerciais recentemente após o governo de Donald Trump aplicar tarifas sobre produtos de aço e alumínio um ano atrás. O governo indiano respondeu ao aprovar um aumento de 120% das tarifas sobre a importação de 29 produtos americanos.

Autoridades indianas postergaram a entrada em vigor dessas tarifas por um ano na esperança de que os EUA reconsiderassem as cobranças adicionais sobre aço e alumínio da Índia.

No início do mês, Washington removeu alguns benefícios de que a ainda gozava sob um status comercial especial com os EUA. Essa decisão adicionou tarifas de até 7% sobre bens exportados da Índia como químicos e autopeças. Em 2018, os produtos afetados responderam por mais de 11%, ou US$ 6,3 bilhões, do total de bens exportados pela Índia sob aquele status especial, de acordo com o Serviço de Pesquisa do Congresso dos EUA.

Isso levou Nova Délhi a ir adiante com as tarifas que aprovou no ano passado, afetando cerca de US$ 220 milhões em comércio de produtos como nozes e maçãs, dizem as autoridades. "Não é retaliatório. Esperamos por um ano e, agora, simplesmente vamos adiante", disse uma dessas autoridades.

Fonte: O Estado de São Paulo

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03 - Balança comercial encerrou maio com superávit de US$ 6,3 bilhões, diz FGV/Icomex


A balança comercial encerrou o mês de maio com um superávit de US$ 6,3 bilhões, segundo os dados do Indicador do Comércio Exterior (Icomex), divulgados nesta segunda-feira, 17, pela Fundação Getulio Vargas (FGV). O resultado acumulado no ano foi de um superávit de US$ 22,1 bilhões.

Em valor, as exportações cresceram 10% em maio de 2019 ante o mesmo mês de 2018. As importações aumentaram 12,9% no período. No acumulado do ano até maio, as exportações recuaram 0,9% em relação ao mesmo período de 2018, enquanto as importações cresceram 1,8%. Em termos de volume, o destaque foi o crescimento de 27,5% nas exportações da indústria de transformação em maio deste ano ante o mesmo mês do ano passado. Por outro lado, houve queda nas vendas externas da agropecuária e da indústria extrativa.

"É um resultado a ser observado, pois essa melhora não se explica pelo desempenho do setor automotivo. No caso, foram exportações de bens semiduráveis e intermediários que explicam o resultado. Como observado, no caso dos bens semiduráveis, exportações de calçados e confecções e nos intermediários, o elevado aumento (próximo a 50%) se deve a uma base reduzida de exportações em maio de 2018", ponderou a FGV, em nota oficial. As exportações para os Estados Unidos aumentaram em 72% em maio de 2019 ante maio de 2018, puxadas por óleo bruto de petróleo e semimanufaturados de ferro e aço.

Fonte: O Estado de São Paulo

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Conjuntura

01 - Economia fraca deve elevar inadimplência


As empresas e os consumidores podem ficar ainda mais endividados neste ano. O reflexo vem da demora na retomada da atividade econômica e da fraca qualidade das últimas vagas criadas. Com a renda e o fluxo de caixa comprometidos, melhora fica para 2020. O momento é avaliado como início de piora na inadimplência. 

Fonte: DCI

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02 - Selic também está na fila da espera da aprovação da nova Previdência


Diante da pouca disposição do Banco Central em alterar o atual nível de estímulos monetários à atividade econômica, enquanto o cenário da reforma da Previdência não ficar mais claro, o Comitê de Política Monetária (Copom) deve manter em 6,5% ao ano a Selic na reunião desta semana. Mas cortes podem vir ainda neste ano se reforma for aprovada.

Fonte: DCI

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03 - Prévia do Produto Interno Bruto reafirma queda da atividade


Os dados do Índice de Atividade do Banco Central (IBC-Br), divulgados na sexta-feira mostram que a retração da atividade econômica continua no segundo trimestre do ano. Após ter recuado 0,78% no primeiro trimestre (dado revisado), o IBC-Br teve queda de 0,47% em abril. No boletim Focus, que compila as projeções do mercado financeiro a projeção mediana para o PIB em 2019 já está em apenas 1,00%. No entanto, o Focus indica que pelo menos uma instituição projeta um PIB de apenas 0,51%. De janeiro a março deste ano, o dado oficial do PIB, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelou retração de 0,2% na economia.

Os dados do BC também mostraram que em abril a atividade econômica recuou 0,62% em relação ao mesmo mês do ano passado, na série sem ajustes sazonais. Na prática, o nível de atividade está menor agora. A média móvel trimestral do IBC-Br teve baixa de 0,60% em abril, na série com ajuste sazonal. Em março passado, o indicador já havia registrado baixa de 0,52%.

Fonte: O Estado de São Paulo

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04 – IGP-10 sobe 0,49 em junho


O Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) subiu 0,49% em junho, inferior aos 0,70% de maio. Com este resultado, o índice acumula alta de 3,78% no ano e de 6,57% em 12 meses.

Em junho de 2018, o índice havia registrado elevação de 1,86% no mês e de 6,17% em 12 meses. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) variou 0,72% em junho, ante 0,84% em maio.

Fonte: DCI

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Industria

01 - Crise deixa trabalhadores qualificados sem emprego


Técnico qualificado em mecânica e eletrônica, que fala inglês e mandarim, é morador de rua há dois anos. Advogada especializada em direito do servidor, com pós-graduação, usa a criatividade para mudar de ramo. Nutricionista recém-formada está disposta a aceitar qualquer emprego e advogada se arrisca nas vendas virtuais de roupas plus size para sobreviver. Todos esses casos tem em comum o mesmo elemento: apesar da formação de alto nível, são pessoas que não escaparam do redemoinho em que a desocupação, o subemprego, o desalento e ausência de esperança no futuro arrastam milhões de brasileiros ao desespero. Os dramas, aparentemente individuais, têm a mesma causa: a crise econômica e a falta de confiança no futuro.

Marcos Paulo Machado de Jesus, de 37 anos, é técnico em mecânica e eletrônica, mas mora na rua desde março de 2017. Ele chegou a Brasília em 2016, em busca de concurso público para a Câmara ou o Senado, mas também de trabalho na iniciativa privada. “A princípio, fui para um hostel. O dinheiro acabou e procurei uma unidade de acolhimento do GDF”, narra. Hoje, faz bicos: lava e vigia carros, trabalha com carga e descarga. Na quadra 402 Norte, passa o dia lendo para não deixar que se dissipe totalmente da memória o que aprendeu, e conta com a ajuda de comerciantes para café, almoço e jantar. “As chances ficam cada vez mais distantes. É difícil conseguir emprego. Na entrevista, tenho que estar de banho tomado, vestimenta adequada e ter endereço fixo”, conta Jesus.

Jesus nasceu na na Zona Norte do Rio de Janeiro, filho de um pedreiro (já falecido) e uma empregada doméstica. Foi criado pela madrinha. Em 2006, iniciou o curso de engenharia mecânica na Unisuam. “Não continuei por causa dos filhos”, conta. Ele se casou em 2008 e tem quatro filhos. Quando ainda era casado, foi para Salvador trabalhar na produção de festas e eventos. De volta ao Rio, fez cursos técnicos em mecânica e eletrônica. Passou no vestibular para matemática na UFRJ, em 2011, mas foi chamado pela Petrobras para trabalhar no projeto de implantação do Módulo SAP MM (controle de estoque), com salário de R$ 2,5 mil.

Separado da esposa em 2016, resolveu tentar a sorte em Brasília. No início deste mês, surgiu a primeira oportunidade. “Fui tentar uma vaga na Fercal (onde há grandes empresas produtoras de cimento, usinas de asfalto e derivados). Mas era para trabalhar em condições insalubres”, diz. Jesus não passou no exame médico, pois tem anemia falciforme e não pode lidar com produtos químicos.

Uma advogada e servidora pública, que não quis se identificar, foi quem descobriu as habilidades técnicas de Jesus e incentivou os amigos a ajudá-lo. Ela observou os livros que o técnico lia, um deles no idioma chinês. “Conversei com ele sobre o mandarim. Quando vi que os símbolos (desenhos) dele são muito melhores que os meus, fiquei tocada. Ele tem até carteira do Crea”, conta a servidora.

O caso de Marcos Paulo de Jesus é extremo. Porém, há outros, como o da advogada Fernanda Zoo, de 33, que se tornou microempreendedora individual (MEI) para fugir do desemprego, em 2017, depois de atuar na assessoria de Pessoal e Gestão, Política Pública e Gênero e Raça na Casa Civil do Governo do Distrito Federal (GDF), com salário de R$ 4,5 mil. No cargo, participou de negociações estratégicas com servidores e em assuntos da área social.

“Cheguei a entregar panfleto e vender brigadeiro, até criar o MEI”, reforça Fernanda, que é mãe de Júlia, de 6. Agora, ela organiza palestras e seminários na área acadêmica. “Tive que mudar de rumo. Atualmente, a área de gênero no Brasil, onde sempre trabalhei, é quase um palavrão. Aos trancos e barrancos, minha renda está em torno de R$ 6 mil”, diz.

SEM PERSPECTIVAS

Nayara Santana, de 35, advogada, formou-se em 2010. Como estagiária, já trabalhava na área jurídica como estagiária em um escritório de advocacia, lidando com defesa de servidores públicos. Ficou lá até 2014, com carteira assinada e honorários de participação, e chegou ao cargo de gerente. “Mas o ambiente ficou péssimo e decidi tentar outras coisas. Primeiro, o caminho do concurso público. Depois, fui para um outro escritório que, entretanto, quase fechou as portas em 2016”, diz Nayara.

A advogada está fora do mercado, com uma pós-graduação em direito civil concluída e outra em andamento, em direito digital. Fala inglês e espanhol e fez curso de empreendedorismo. “Abri uma loja virtual de roupas plus size, já encerrada. Agora, tenho uma empresa de consultoria na área de marketing. Eu me pergunto o que vou fazer com esse conhecimento todo. Vejo colegas fazendo audiências por R$ 100 e diligências por R$ 300”, questiona. Ela diz que cogitou mudar de profissão. “Cheguei a me inscrever no Enem para arquitetura.”

De acordo com Nayara, o mercado de direito no Brasil está saturado. “No edifício onde trabalhava, 70% das salas eram escritórios de advocacia. Agora, parece um prédio fantasma. Não sei quando, mas houve uma mudança de mentalidade. A meritocracia deixou de ser importante. Especialização, em qualquer profissão, acaba funcionando para quem indica. Vi muitas pessoas com menor qualificação ganhando mais que outras”, reclama.

Jéssica Jacomini Zanetoni, nutricionista, de 29, formou-se há um ano e faz pós-graduação. Sequer entrou para o mercado. “As empresas exigem, no mínimo, dois anos de experiência registrados em carteira”, lamenta. Formada pela Universidade de São Paulo, Jéssica está desanimada. “Depois de anos de uma excelente faculdade, aceito qualquer emprego. A melhor opção seria abrir consultório, mas não tenho capital inicial. É difícil”, afirma.

Estragos irreparáveis

Pelos dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), de 2014 a 2018, aumentou o número de eleitores com curso superior (completo e incompleto) em 7,6 milhões, e caiu em 15 milhões o dos que têm apenas o ensino fundamental incompleto. No entanto, no mercado de trabalho formal, houve pouca melhora. Para Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil está perdendo o bônus demográfico. “Qualificação, confrontada com a experiência, perde o valor. A crise fez estragos irreparáveis. De 2014 para cá, a economia perdeu 4,5 milhões de vagas”, comenta.

“O nome disso é incerteza. Temos mais de 13 milhões de desocupados e 28 milhões de subutilizados. As pessoas precisam retornar ao mercado de trabalho formal, com garantias, com plano de saúde, com carteira assinada”, destaca Azeredo. Apesar do incentivo de governo e empresários ao trabalho intermitente, regulamentado na reforma trabalhista, Cimar assinala que essa modalidade não trará a confiança de volta. “O trabalho intermitente não vai gerar garantia aos desempregados. Somente o formal, o fixo.”

O técnico do IBGE faz um resumo da crise que deixou as pessoas sem opção. “Um jovem que tinha 24 anos ao sair da faculdade, em 2014, quando o mercado entrou em recessão, não encontra colocação devido à quantidade de gente sem emprego e com experiência. Também não pode recorrer aos concursos públicos, porque estão escassos. Então, vira motorista de aplicativo. Aí começa a subutilização por competência. Esse é o primeiro prejuízo. Depois, ele entra em outros processos de perda e fica desatualizado”, explica. Com isso, o valor de mercado do trabalhador cai – com o salário.

Apesar do grande número de desempregados, a Pesquisa Qualificação Profissional 2016, da Fundação Dom Cabral, aponta que parcela significativa das 201 empresas consultadas (47,3%) tem dificuldade em contratar pessoal, principalmente na região geográfica de atuação (51,2%). Deficiência na formação profissional básica do candidato (48,3%), falta de experiência na função (40,8%) e pretensões de remuneração (22,9%) foram os entraves.

Luísa Simon, coordenadora de Recrutamento e Seleção da Softplan Planejamento e Sistemas, confirma. A empresa, com 90% de mão de obra especializada em desenvolvimento de software, tem 100 vagas abertas e não consegue preenchê-las. “Procuramos pessoas até fora de Florianópolis – sede da empresa. Mas o mercado de tecnologia é um nicho difícil, mesmo tendo competitividade e espaços para vários perfis”, conta Luísa.

Fonte: O Estado de Minas

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Setor

01 - Gasolina e etanol tiveram queda de preço na última semana


Os preços dos combustíveis fecharam a última semana em queda, segundo a ANP (Agência Nacional do Petróleo). O movimento segue-se ao anúncio pela Petrobras de cortes nos preços tanto do diesel quanto da gasolina em suas refinarias na semana.

A Petrobras anunciou uma redução de 4,6% no preço médio do diesel, válido a partir de quinta-feira, além do fim de uma política que previa periodicidade fixa nos reajustes. A petroleira já havia anunciado corte de cerca de 3% no preço médio da gasolina, com vigência a partir da terça-feira.

O recuo nas bombas, no entanto, foi bem menor: a gasolina caiu 0,82%, para em média R$ 4,483 por litro. O diesel teve queda de 0,49%, para R$ 3,627 por litro.

Segundo Petrobras, o repasse dos reajustes nas refinarias aos consumidores depende de distribuidores, revendedores e impostos, além da mistura obrigatória de etanol anidro na composição da gasolina vendida nos postos.

Já o etanol recuou 0,8%, para R$ 2,836 o litro. 

Fonte: Metro Jornal

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02- Petrobras prevê teste de longa duração em área na bacia de Sergipe ainda em 2019


A Petrobras prevê realizar ainda em 2019 um teste de longa duração em uma das áreas com potencial para produção de gás natural descobertas em águas profundas na bacia de Sergipe, informou a empresa em comunicado nesta segunda-feira.

A petroleira divulgou o comunicado após o jornal O Estado de S. Paulo ter publicado no domingo que uma descoberta na bacia de Sergipe seria a maior da empresa desde o pré-sal, em 2006, com potencial para extração de 20 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia. A Petrobras, no entanto, não divulgou números sobre o potencial da região, afirmando apenas que nos últimos anos foram confirmadas seis descobertas na bacia -- as áreas de Cumbe, Barra, Farfan, Muriú, Moita Bonita e Poço Verde, todas já comunicadas ao mercado.

Segundo a companhia, seu Plano de Negócios e Gestão para o período 2019-2023 contempla "orçamento para a instalação de um sistema de produção" na Bacia de Sergipe, mas os estudos sobre o projeto estão em fase inicial. "A companhia está realizando o Plano de Avaliação da Descoberta dessas áreas, para avaliação do potencial produtivo de suas acumulações de petróleo e gás natural", afirmou a Petrobras. O teste de longa duração previsto para este ano na área de Farfan terá como objetivo obter informações que subsidiem estudos para uma melhor caracterização da rocha-reservatório e dos fluidos da área, acrescentou a estatal.

Fonte: Reuters

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